A menos de dois meses do evento mais importante do calendário brasileiro de anos pares não-múltiplos de 4, o país encontra-se contagiado pelo tradicional clima de “foda-se o mundo, eu quero é ver gol”. E um dos primeiros sintomas disso é o espaço que o tema passa a ocupar na tevê. CPIs, relatórios, vestidos e chuchus cedem seu tempo para Ronaldinho e suas infinitas bolas no travessão, Kaká e sua recém-esposa, Ronaldo e sua já caduca pochete etc. Aliás, é claro que o sucesso das eleições depende do fiasco da canarinho. Sim, pois se o hexa vier, pode até o Enéas ser o próximo presidente que eu e a torcida do Flamengo não estamos nem aí.
E eis que o país vira o centro do patriotismo mundial. Vamos pintar ruas, vamos comprar camisetas de 170 reais, vamos comprar tevês de plasma em 60 vezes. Vamos lá! Todos juntos, brasileiros de coração! Afinal de contas, todos falamos futebol! Aqui é o melhor lugar do mundo, a maior nação do planeta, são 90 milhões em ação, ora bolas! Enfim, aquela baboseira toda que quem tem duas velas no bolo sabe de cor e salteado.
O mais interessante, contudo, é que este ano o clima de oba oba não se limita mais entre o Oiapoque e o Chuíl! Não é mais o café, a cana de açúcar ou a carne sul-mato-grossense. O produto made in brazil mais cobiçado da estação é a EUFORIA VERDE-AMARELA! Você sabe do que estou falando. Aquele sentimento involuntário de torcer para que 11 milionários fiquem ainda mais milionários, balancem as redes e façam a alegria de, antes um país, hoje um mundo inteiro.
É lógico que a Argentina não entra no nosso clima. Eles são mesmo uns do contra. Aliás, ouvi dizer que lá há um outro blog, um tal de La Nación Indigna, que relata a mesma história que este monarca vos conta, porém em azul e branco. E o pior é que nossos pobres hermanos acreditam... É, mas, lá no velho continente isso conta e é de lá que vem boa parte desta recente agitação.
Sim, às vésperas da Copa da Alemanha, a camisa de futebol mais vendida entre os locais do país-sede é a brasileira. Acreditem ou não, nenhum alemão quer desfilar pelas ruas de Munique ou Berlim com a sem graça camiseta branca de sua seleção. Exatamente. O kühl é trajar a canarinho penta-campeã do mundo.
Mas é claro que isso tudo tem explicação.
Reza a lenda que após a Segunda Guerra, os alemães ficaram traumatizados com questões nacionalistas. Assim, qualquer demonstração descarada de orgulho alemão corre o risco de hoje soar como neo-nazista, e a esta altura do campeonato isso é o que eles menos querem. Desta maneira, vestir a camisa da melhor seleção do mundo, que recentemente os ceifou do sonho do tetra-campeonato mostra desprendimento da ambição de vencer.
Além disso, cresce cada vez mais um modo de vida diferente entre os alemães. Conhecidos no mundo inteiro por serem um povo frio, eles agora querem passar a aproveitar mais a vida, levar as coisas menos a sério etc. E vêem no Brasil o melhor modelo possível de país onde tudo é levado mais simpaticamente.
E eis que o país vira o centro do patriotismo mundial. Vamos pintar ruas, vamos comprar camisetas de 170 reais, vamos comprar tevês de plasma em 60 vezes. Vamos lá! Todos juntos, brasileiros de coração! Afinal de contas, todos falamos futebol! Aqui é o melhor lugar do mundo, a maior nação do planeta, são 90 milhões em ação, ora bolas! Enfim, aquela baboseira toda que quem tem duas velas no bolo sabe de cor e salteado.
O mais interessante, contudo, é que este ano o clima de oba oba não se limita mais entre o Oiapoque e o Chuíl! Não é mais o café, a cana de açúcar ou a carne sul-mato-grossense. O produto made in brazil mais cobiçado da estação é a EUFORIA VERDE-AMARELA! Você sabe do que estou falando. Aquele sentimento involuntário de torcer para que 11 milionários fiquem ainda mais milionários, balancem as redes e façam a alegria de, antes um país, hoje um mundo inteiro.
É lógico que a Argentina não entra no nosso clima. Eles são mesmo uns do contra. Aliás, ouvi dizer que lá há um outro blog, um tal de La Nación Indigna, que relata a mesma história que este monarca vos conta, porém em azul e branco. E o pior é que nossos pobres hermanos acreditam... É, mas, lá no velho continente isso conta e é de lá que vem boa parte desta recente agitação.
Sim, às vésperas da Copa da Alemanha, a camisa de futebol mais vendida entre os locais do país-sede é a brasileira. Acreditem ou não, nenhum alemão quer desfilar pelas ruas de Munique ou Berlim com a sem graça camiseta branca de sua seleção. Exatamente. O kühl é trajar a canarinho penta-campeã do mundo.
Mas é claro que isso tudo tem explicação.
Reza a lenda que após a Segunda Guerra, os alemães ficaram traumatizados com questões nacionalistas. Assim, qualquer demonstração descarada de orgulho alemão corre o risco de hoje soar como neo-nazista, e a esta altura do campeonato isso é o que eles menos querem. Desta maneira, vestir a camisa da melhor seleção do mundo, que recentemente os ceifou do sonho do tetra-campeonato mostra desprendimento da ambição de vencer.
Além disso, cresce cada vez mais um modo de vida diferente entre os alemães. Conhecidos no mundo inteiro por serem um povo frio, eles agora querem passar a aproveitar mais a vida, levar as coisas menos a sério etc. E vêem no Brasil o melhor modelo possível de país onde tudo é levado mais simpaticamente.
Quem diria, heim? Alemão malandro tá importando jeitinho brasileiro pra se livrar da fama de carniceiro. Fico pensando se o próximo passo não será calçar pantufas e vestir camiseta da Minnie ao invés da verde-amarela.

