É assim que começa o primeiro álbum do Teatro Mágico intitulado "Entrada para raros": uma vinheta curiosa, mas que engana sobre o conteúdo que se segue.
Fui apresentado à banda por um amigo que citou-a quando conversávamos sobre o show do Cordel que iria acontecer em Ouro Preto. Não sei se ele de fato fez alguma comparação entre as duas bandas, talvez tenha sido somente um erro do meu cérebro que associou uma conversa à outra. Bom, o fato é que ambas, apesar de em alguns momentos compartilharem o tema circense, não têm nada mais em comum.
Musicalmente, o Teatro Mágico não se arrisca muito além de cordas. E é verdade que faz magia com simples violões. Um som altamente melódico e verdadeiramente agradável, daqueles que podemos ouvir por horas e horas e horas. Letras totalmente radiofônicas em uma banda que, até onde li, levanta a mais alta das bandeiras da música independente, chegando mesmo a incentivar as pessoas a piratearem seu álbum. O cronista admite que, para as audições que dão origem a esta resenha, não precisaria a banda pedir duas vezes.
Além da que abre o disco, há outras vinhetas durante o álbum como "O carinho de mãe", que finda citando a criatividade do cantor-compositor Fernando Anitelli. Um tanto de auto-apreciação demais. Em "De ontem em diante", o vocalista recita uma bela poesia urbano-contemporânea. Aliás, em diversos momentos do disco, o ouvinte se depara com leitura de poesias, o que deve ser bastante impressionante ao vivo.
Mas o que mais me impressionou na banda foi a semelhança vocal e musical entre o vocalista e Humberto Gessinger. Juro. Se alguém lhe mandar uma música do Teatro Mágico e disser que faz parte do novo disco dos Engenheiros, eu duvido que você não caia. E é aí que mora talvez o principal defeito da banda. Se fosse apenas a voz, mas há também a coincidência melódica e de formatos. Enfim, musicalmente, a comparação é inevitável. Dos trocadilhos com a língua portuguesa ao cantar gemendo, da Ana à exploração do tom grave com melodias doces, quase tudo no Teatro Mágico cheira a Engenheiros do Havaí.
Bom, um dia disseram que Ivete Sangalo imitava Daniela Mercury, que Cláudia Leite imitava Ivete Sangalo e que Maria Rita imitava Elis Regina. E todas elas superaram a comparação e venceram o preconceito. É esperar que eles também vençam.
Recomendo muito "A pedra mais alta", "Pratododia", "Ana e o mar", "O anjo mais velho" e "Camarada d'água". Estas canções, com forte presença de elementos de MPB, Humberto Gessinger não conseguiria fazer, pelo menos não para sua banda.
Ao que dizem, o show do Teatro Mágico é algo imperdível e eu realmente não pretendo perder, tão logo tenha uma oportunidade. Num cenário lúdico, enquanto os músicos, travestidos de palhaços e outros personagens de circo, executam com maestria suas funções, trapezistas completam o ambiente de fábula, fazendo deste um raro espetáculo multi-artístico.
Talvez seja esta a verdadeira magia do Teatro.
Fui apresentado à banda por um amigo que citou-a quando conversávamos sobre o show do Cordel que iria acontecer em Ouro Preto. Não sei se ele de fato fez alguma comparação entre as duas bandas, talvez tenha sido somente um erro do meu cérebro que associou uma conversa à outra. Bom, o fato é que ambas, apesar de em alguns momentos compartilharem o tema circense, não têm nada mais em comum.
Musicalmente, o Teatro Mágico não se arrisca muito além de cordas. E é verdade que faz magia com simples violões. Um som altamente melódico e verdadeiramente agradável, daqueles que podemos ouvir por horas e horas e horas. Letras totalmente radiofônicas em uma banda que, até onde li, levanta a mais alta das bandeiras da música independente, chegando mesmo a incentivar as pessoas a piratearem seu álbum. O cronista admite que, para as audições que dão origem a esta resenha, não precisaria a banda pedir duas vezes.
Além da que abre o disco, há outras vinhetas durante o álbum como "O carinho de mãe", que finda citando a criatividade do cantor-compositor Fernando Anitelli. Um tanto de auto-apreciação demais. Em "De ontem em diante", o vocalista recita uma bela poesia urbano-contemporânea. Aliás, em diversos momentos do disco, o ouvinte se depara com leitura de poesias, o que deve ser bastante impressionante ao vivo.
Mas o que mais me impressionou na banda foi a semelhança vocal e musical entre o vocalista e Humberto Gessinger. Juro. Se alguém lhe mandar uma música do Teatro Mágico e disser que faz parte do novo disco dos Engenheiros, eu duvido que você não caia. E é aí que mora talvez o principal defeito da banda. Se fosse apenas a voz, mas há também a coincidência melódica e de formatos. Enfim, musicalmente, a comparação é inevitável. Dos trocadilhos com a língua portuguesa ao cantar gemendo, da Ana à exploração do tom grave com melodias doces, quase tudo no Teatro Mágico cheira a Engenheiros do Havaí.
Bom, um dia disseram que Ivete Sangalo imitava Daniela Mercury, que Cláudia Leite imitava Ivete Sangalo e que Maria Rita imitava Elis Regina. E todas elas superaram a comparação e venceram o preconceito. É esperar que eles também vençam.
Recomendo muito "A pedra mais alta", "Pratododia", "Ana e o mar", "O anjo mais velho" e "Camarada d'água". Estas canções, com forte presença de elementos de MPB, Humberto Gessinger não conseguiria fazer, pelo menos não para sua banda.
Ao que dizem, o show do Teatro Mágico é algo imperdível e eu realmente não pretendo perder, tão logo tenha uma oportunidade. Num cenário lúdico, enquanto os músicos, travestidos de palhaços e outros personagens de circo, executam com maestria suas funções, trapezistas completam o ambiente de fábula, fazendo deste um raro espetáculo multi-artístico.
Talvez seja esta a verdadeira magia do Teatro.
1 comentários:
Fala OD, entao eu pensei que o show do Cordel era teatral, em interpretações de suas letras, por isso comparei com O Teatro Mágico. Quanto ao CD, o custo é quase zero, quando em suas apresentações, eu particularmente, ganhei o meu eu uma apresentaçao. Vale a pena.
Confira mais em http://www.oteatromagico.mus.br/index2.php.
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